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Este blog é dedicado aos amantes da língua portuguesa, àqueles que querem sempre aprender mais e aos que querem conhecer melhor nossa empresa. A valorização da língua portuguesa é nosso maior objetivo e nossa maior alegria! Esperamos que façam bom proveito das informações aqui postadas!

Senhor Norma Culta


Evanildo Bechara defende que o aluno deva ser poliglota em sua própria língua. “Ninguém vai à praia de fraque ou de chinelo ao Municipal”, diz.


Bechara

Há coisas nas quais é difícil ser original: a primeira palavra que Evanildo Bechara falou foi mãe.“O registro mais antigo do vocábulo está no indo-europeu, antes disso não temos conhecimento”, ele explicou, durante um almoço na Academia Brasileira de Letras. “A palavra veio do latim matrem. No francês temos mère; mother, no inglês; mutter, no alemão. Em quase todas as línguas, a palavra começa com a bilabial m, que nos obriga a juntar e abrir os lábios para pronunciá-la. Quando os bebês falam mamãe, talvez o que queiram mesmo é mamar.”

Quando fala sobre a vírgula facultativa – aquela que não é exigida pela gramática, obedecendo apenas à entoação da frase –, faz um parêntese para citar um estudo de estilística mostrando que autores míopes pontuam mais. “Isto ocorre porque eles leem mais pausadamente”, explicou. “Nosso Machado e nosso Rui Barbosa eram míopes que pontuavam muito.”

(Clique em Leia Mais para continuar a leitura)

Repotagem do Jornal Nacional em 27 de junho de 2011.

Estudantes têm problemas de arranjar estágio por causa do português: http://glo.bo/kfmrx2

Traduções infelizes

  26 Junho 2011

Mais uma ótima coluna do professor Pasquale Cipro Neto, no jornal Folha de S. Paulo de 23 de junho!


PASQUALE CIPRO NETO

Traduções infelizes, engraçadas...

Muitas traduções infelizes decorrem da incúria ou da perigosa semelhança entre termos de línguas distintas

O TEXTO DA SEMANA PASSADA levou muita gente a me enviar deliciosas colaborações para engordar a lista de bizarrices causadas pelo uso "esquisito" de certos termos estrangeiros. Separei dois dos casos mais apetitosos enviados pelos leitores.
Um deles é "tela touch screen", que aparece em muitos anúncios de celulares, computadores etc. Salvo engano, "screen" significa "tela", de modo que... Bem, como se vê, parece que o "frango chicken" não está sozinho na parada. Além da companhia da "tela touch screen", nosso pleonástico galináceo tem a do "wireless sem fio", expressão citada por vários leitores. Um deles chegou a me mandar cópia de um anúncio de uma loja de uma capital brasileira em que se lê a incrível maravilha.
A tradutora Lenke Peres (autora do conceituado "Dicionário de Termos de Negócios" -português-inglês/inglês-português) me enviou uma boa lista de "traduções" equivocadas que já ganharam nossas ruas e páginas. Uma dessas "traduções" é "planta", já usada entre nós com o sentido de "instalação", "fábrica" ou "unidade industrial" ("Na planta de Campinas, a empresa produz..."). Trata-se da "tradução" literal de "plant", que em inglês tem esse sentido, entre outros. Embora já seja muito usada por aqui, a forma "planta" só aparece com esse sentido no "Aurélio". O "Houaiss" e o "Aulete" ainda não a registram.
Outra pérola da lista de Lenke Peres é "apólice compreensiva", expressão que as seguradoras de Pindorama (com a devida licença de Elio Gaspari) empregam com o sentido de "apólice abrangente" ("total", "completa"). A bobagem decorre de uma tradução obtusa (do inglês "comprehensive policy"). Lenke brinca e faz um delicioso trocadilho ("embora muitas seguradoras mostrem que suas apólices não são tão compreensivas assim na hora de pagar as indenizações").
Read MoreSe você quiser ver mais exemplos da lista da tradutora Lenke Peres, procure na internet o texto "Traduttori traditori" (que significa "Tradutores traidores" -a expressão original, italiana, costuma vir no singular, mas Lenke a pôs no plural justamente para se referir ao que andam fazendo certos "tradutores"). Vale a pena ler o texto, claro e muito bem escrito. Bem, antes que me esqueça, lá vai o meu "obrigado" a Lenke pela gentil mensagem que me enviou. (Continua)

Professor, este comentário refere-se à crase. Refere-se, especificamente, ao seu artigo a respeito da temperatura a 39 graus.
Sem crase, né? Só para relembrar uma regrinha antiga: antes de número, não há crase. Exceto quando se refere a hora, ok?
Parabéns pelo(s) texto(s).
Professsor Carlinhos.

Bom dia a todos!

  17 Maio 2009
Bom dia a todos!
Boa tarde professor. Moro no interior de São Paulo, Capão Bonito e aqui ouve-se muito a expressão "que nem". Ex: Come que nem um cavalo. Isso é errado? Desde já agradeço.
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