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Este blog é dedicado aos amantes da língua portuguesa, àqueles que querem sempre aprender mais e aos que querem conhecer melhor nossa empresa. A valorização da língua portuguesa é nosso maior objetivo e nossa maior alegria! Esperamos que façam bom proveito das informações aqui postadas!
Deveria parecer óbvio, mas às vezes é melhor explicar com calma. Escrever corretamente não é apenas questão de elegância, sofisticação ou sabedoria. Escrever corretamente trata-se de transmitir exatamente a ideia que se quer passar. Pode parecer pouco, mas é possível que exista uma enorme diferença entre o que você pensou e o que colocou no papel. Dependendo do caso, isso pode custar dinheiro ou incomodação. Quer ver?
Se você acha que não há diferença entre as seguintes frases (“O concurso começa em agosto, e você deve se inscrever neste momento” e “O concurso começa em agosto, e você deve se inscrever nesse momento”), saiba que você poderá perder a data de inscrição no referido concurso. Já é um mal bem grande, não?!
E por que isso acontece? Porque, na primeira frase, está dito que a inscrição é agora, neste momento, hoje. Na segunda frase, diz-se que a inscrição é somente em agosto, no mesmo mês em que começa o concurso. Temos certeza de que você não sabia que a substituição de apenas uma letra poderia mudar tanto o sentido da frase! Pois é. “Neste momento” significa agora, hoje, no momento presente. “Nesse momento” vai sempre remeter ao momento do qual o texto fala, e não ao momento atual. Agora imagine a substituição sem critérios de uma palavra por outra em um contrato, por exemplo! Já percebeu a lambança que isso pode causar?
E por que, na frase acima, escrevemos “isso”, e não “isto”? “Isso” vai sempre indicar algo que já foi dito no texto. “Isto”, algo que ainda vai ser introduzido. Exemplos? Para o primeiro caso: “Temos que escrever corretamente, pois isso nos ajudará a melhorar a comunicação”. E para o segundo: “Para melhorar nossa comunicação, temos de fazer isto: escrever direito”.
Há também outro uso para o “isso” e “isto”, que se refere à proximidade dos elementos na frase. Mas essa explicação fica para uma próxima!

Genial como sempre

  09 Junho 2011
Sempre excelente, segue a coluna do prof. Pasquale publicada na Folha de S. Paulo de hoje:

PASQUALE CIPRO NETO
"Se der um tapa na bola, Neymar ia..."

A linguagem se adapta ao veículo. Quando o locutor disse a primeira parte da frase, Neymar de fato...
O CARO LEITOR CERTAMENTE já ouviu falar de correlação verbal, não? Bem, os que leem habitualmente esta coluna, os que estão às voltas com vestibulares e concursos e os que estudam a língua, entre outros, decerto já ouviram falar disso.
Para quem não sabe ou esqueceu, lá vai: a correlação verbal se ocupa do casamento entre o tempo e o modo de duas formas verbais de um mesmo período. Vamos a alguns exemplos básicos: "Se ele/a for embora, o que você fará?"; "Se ele/a fosse embora, o que você faria?".
No primeiro exemplo, há correlação entre as formas verbais "for" (do futuro do subjuntivo) e "fará" (do futuro do presente do indicativo). No segundo, a correlação se dá entre "fosse" (do pretérito imperfeito do subjuntivo) e "faria" (do futuro do pretérito do indicativo).
Se o caro leitor tiver ficado enjoado com tantos nomes de tempos e modos verbais, tome um digestivo, digo, esqueça essa montoeira de nomes e guie-se pelo senso, pelo bom senso, pela intuição, que, quase sempre, resolvem o problema.
Por que "quase sempre"? Porque há alguns casos capciosos, que às vezes nos pregam surpresas. Um desses casos é o da forma "havia", do verbo "haver". No padrão formal da língua, é desejável que se prefira essa flexão à do presente do indicativo ("há") em construções como estas: "Havia seis anos que o importante projeto estava parado nas gavetas do Congresso"; "Quando eles se conheceram, havia dois anos que o ex-ministro ocupava a pasta".
Nos exemplos do parágrafo anterior, comprova-se a pertinência do emprego da forma "havia" com a simples substituição dessa flexão por "fazia": "Fazia seis anos que o importante projeto estava parado nas..."; "Quando eles se conheceram, fazia dois anos que o ex-ministro ocupava...". As formas "havia" e "fazia" são do mesmo tempo verbal (pretérito imperfeito do indicativo).
Na língua do dia a dia, a forma "havia" é substituída por "há", que, na prática, funciona como partícula intemporal. São comuns nessa variedade da língua (e mesmo em vários registros escritos) construções como estas: "Ele trabalhava lá há seis anos" ou "Eu não via seu primo há seis anos". Esse uso é tão disseminado que, em seu "ABC da Língua Culta", Celso Luft assim escreve na entrada "há": "Forma do verbo haver, significando: 1. Faz ou fazia: Há um ano que não o vejo. Há um ano que tinha desaparecido (melhor, coordenando os tempos: Havia um ano que tinha desaparecido)".
Como se vê, Luft dá "há" como equivalente a "faz" ou "fazia", mas logo faz a observação sobre o que é "melhor". E por que será "melhor"? Talvez porque em determinados registros podem caber as duas formas, com valores distintos. Vejam-se estes exemplos: "Ela estava no hospital há um ano"; "Ela estava no hospital havia um ano". Percebeu? No primeiro exemplo, informa-se que há um ano, ou seja, um ano atrás, ela estava no hospital (não se diz quanto tempo ela passou lá); no segundo, informa-se que fazia um ano que ela estava no hospital.
E onde entra Neymar na conversa? Vamos lá. Dia desses, um locutor disse isto: "Se der um tapa na bola, Neymar ia ficar sozinho". Terá ele errado a correlação entre "der" e "ia ficar" (= "ficaria")? Não e não, caro leitor. A linguagem se adapta ao veículo. Quando o locutor disse a primeira parte da frase ("Se der um tapa na bola" -o sujeito dessa oração não era "Neymar"; era o jogador que daria o tapa na bola), Neymar de fato ficaria sozinho se o outro jogador... Mas o passe não foi dado, e o raciocínio do locutor foi tão rápido quanto o desfecho do lance, por isso a troca de "vai ficar" (= "ficará"), por "ia ficar". É isso.
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Jogo dos erros?

  13 Junho 2011
Jogo dos erros?
Essa é pra você que sabe tudo de português: encontre os erros e ganhe um livro!

As duas primeiras pessoas que reescreverem corretamente o texto acima (pode ser aqui nos comentários, ou via e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) vão ganhar um livro da editora L&PM, especialmente escolhido pela 3GB Consulting!

Tente e teste seus conhecimentos!


Complexo de vira-latas?

  16 Junho 2011

Por quê?

No dia a dia do trabalho com revisão de texto, deparamo-nos com informações que não tínhamos, dados que não conhecíamos e surpresas que... bem, que preferiríamos evitar.

Uma delas chamou nossa atenção recentemente. Temos como cliente uma revista de esportes, viagens, lazer, aventura, estilo de vida e cultura, a Revista Sul Sports. Não, não vamos falar mal do nosso cliente ? aliás, se fosse para falar dele, teceríamos loas à qualidade do que eles produzem e, principalmente, à simpatia e à gentileza de seu editor no trato diário com nossa equipe. Vamos falar é do que descobrimos por meio de nosso cliente.

Novidades!!

  17 Junho 2011
Novidades!!
Olha aí o que está saindo do forno: site novo, totalmente redesenhado, da 3GB Consulting! Entre as novidades, a integração ao site de redes sociais como Twitter e blog!
Legal? Isso é só o começo. Em parceria com a Uaigo!, estamos criando um novo site, mais bonito, com mais informações, mais moderno! Você tem alguma sugestão? Quer contribuir nesse processo? Escreva pra gente!
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