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Este blog é dedicado aos amantes da língua portuguesa, àqueles que querem sempre aprender mais e aos que querem conhecer melhor nossa empresa. A valorização da língua portuguesa é nosso maior objetivo e nossa maior alegria! Esperamos que façam bom proveito das informações aqui postadas!

Muito nos perguntam por que é preciso pôr vírgula, por exemplo, em "Bom dia, Alexandre". Antes de ajudar, vamos começar por um ponto muito importante sobre pontuação: vírgula não é pausa para respirar! Já dizia um mestre: "Nem toda pausa na fala corresponde a uma vírgula, nem a toda vírgula corresponde uma pausa na fala". Entendido isso, vamos lá!

 

Essa vírgula é obrigatória para separar o que é chamado de "vocativo". Oi? Quem? Calma! Vocativo é aquele elmento da frase que indica a quem nos dirigimos, a quem a mensagem é endereçada. E sua regra, pasmem, é facílima: ele é SEMPRE separado por vírgula, não importa onde apareça na frase. 

 

Assim, escreve-se:

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Vírgula após "mas"?

  21 Maio 2014

Cuidado com o uso de vírgula após "mas"! Temos notado que muitas pessoas estão pondo essa vírgula de forma errada, então resolvemos ensinar aqui quando fazê-lo.

Na maioria dos casos, saiba, NÃO há vírgula após "mas", apenas antes!

Vamos explicar: a vírgula deve separar as conjunções adversativas PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO, NO ENTANTO, e as conclusivas LOGO, PORTANTO, POIS e POR CONSEGUINTE.

É por isso que devemos escrever "O comandante, porém, mandou parar o navio".

Mas as pessoas confundem e colocam o "mas" nessa lista acima, quando ele não deveria estar lá! E é erro pôr vírgula depois dele: está errado, portanto, escrever "Sou vegetariano já faz bastante tempo, mas, não consigo comer todo tipo de vegetal".

Quando o "mas" estiver no começo da frase, tampouco podemos pôr vírgula depois dele: novamente é errado escrever "Mas, não quero entrar em mais detalhes".

Mas, como sempre (ops, que vírgula é essa depois do "mas"?), há cuidados que devemos tomar: haverá vírgula depois do "mas" quando essa vírgula estiver separando um elemento intercalado – no caso desta frase, é "como sempre". Uma dica: uma só vírgula depois do "mas" é sinal de que algo está errado. Se não forem duas (que isolam um elemento, ou seja, estão ligadas a esse elemento, e não ao "mas"), provavelmente sua frase está errada!

 

P.S. Tem dúvidas? Escreve pra gente nos comentários que a gente faz um post sobre o assunto! 

 

 

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'Embora seja (,) ainda (,) mais rápido...'


PASQUALE CIPRO NETO

Não, caro leitor, o título desta coluna não é igual ao da semana passada. Para os que não leram a última coluna e para os que esqueceram o título, repito-o: "Embora (ainda) seja (ainda) mais rápido...". Trocamos duas palavras a respeito da alteração de sentido decorrente da posição do advérbio "ainda" na frase.
Talvez seja bom relembrar que, se o advérbio "ainda" for posto antes de "seja", modificará justamente essa palavra, isto é, seu papel será o de indicar que X ainda é mais rápido que Y (que X era e continua sendo mais rápido que Y).
Se o advérbio "ainda" for posto depois de "seja", portanto antes de "mais rápido", seu papel será o de modificar essa expressão, isto é, seu papel será o de reforçar a expressão "mais rápido" ("Y é rápido, mas X é ainda mais rápido" ou "Y é rápido, mas X é mais rápido ainda").
Antes que me esqueça, agradeço ao leitor Marco Silva, que fez importante observação sobre o que se afirma nos parênteses que fecham o parágrafo anterior. Marco me corrigiu (com razão) no que diz respeito a quem é mais rápido que quem (eu tinha invertido a relação).

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A vírgula, sempre ela

  03 Agosto 2009
Texto extraído do site do prof. Moreno - site do qual falamos na última postagem. Claro, preciso e objetivo, o site é uma ótima fonte de aprendizado.

Vírgula depois de sujeito oracional

Existe algum caso na língua portuguesa em que se separa o sujeito do predicado por vírgula? Vejo esse erro com freqüência, até mesmo em veículos da grande imprensa; sempre achei que se tratava de um equívoco, mas fiquei em dúvida quando li a seguinte frase no seu artigo os nomes do peru: “Só sei que naquela época esta era a regra do jogo - quem domina e coloniza, dá o nome”. “Quem domina e coloniza” e “dá o nome” não são, respectivamente, sujeito e predicado da frase?

Guilherme Netto - Paris, França

Sim, Guilherme, está correta sua análise da frase que escrevi, assim como também é verdade que não se deve colocar, na pontuação moderna, uma vírgula entre o sujeito e o predicado. No entanto, como já frisei várias vezes, esta regra de pontuação é mais um conselho do que uma regra propriamente dita. Ela não tem, como as regras de acentuação, aquela obrigatoriedade que não admite divergências, e haverá casos, como este, em que é necessário (ou aconselhável) contrariá-la deliberadamente, a fim de tornar a leitura mais fluente.

O princípio geral é muito simples: como devemos reservar a vírgula para assinalar tudo aquilo que foge à normalidade sintática, é evidente que não há razão para separar o sujeito do verbo, nem o verbo de seu complemento, já que esta é a ordem canônica da frase no Português. Todavia, quando o sujeito for oracional (representado por uma oração subordinada substantiva), os bons escritores empregam, muitas vezes, uma vírgula para assinalar com maior clareza o fim do bloco do sujeito. Em Machado encontramos tanto exemplos sem vírgula (”Quem não viu aquilo não viu nada”; “Quem for mãe que lhe atire a primeira pedra”) quanto com vírgula (”Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência”; “Quem viesse pelo lado do mar, veria as costas do palácio, os jardins e os lagos…”; “Quem morreu, morreu”). Um excelente exemplo pode ser encontrado em Vieira: “…ninguém se atreva a negar que tudo quanto houve, passou, e tudo quanto é, passa”. Não podemos negar que a vírgula que foi empregada nos exemplos acima apenas veio facilitar o trabalho de processamento da frase; se ela fosse inadequada, ocorreria o efeito oposto. Foi certamente por isso que os nossos literatos sempre consideraram facultativa a vírgula nesta posição.

Num breve passeio pelo mundo dos provérbios portugueses, há muitos exemplos em que esta vírgula, embora possível, pode ser dispensada: “Quem avisa amigo é”; “Quem bate no cão bate no dono”; “Quem dá o mal dá o remédio”; “Quem quer o fim quer os meios”, “Quem não deve não teme”. Ela passa a ser muito útil, no entanto, nos casos de construção paralela, em que o verbo da oração substantiva é seguido imediatamente pelo verbo da oração principal: “Quem quer, faz; quem não quer, manda”. “Quem sabe, faz; quem não sabe, ensina”. “Quem procura, acha; quem guarda, sempre tem”. “Quem não faz, leva”. Agora, se o verbo for idêntico nas duas orações, esta vírgula passa a ser indispensável: “Quem deu, dará; quem pediu, pedirá”. “Quem vai, vai; quem fica, fica”. “Quem sabe, sabe”. “Quem pode, pode” — isso sem falar naqueles casos em que a forma verbal pode se confundir com um substantivo homógrafo, criando-se uma ambigüidade que a vírgula desmancha imediatamente: “Quem quiser, peça“; “Quem ama, cobra“; “Quem teme, ameaça“; “Quem deseja, casa” (não se trata de alguém que quer peça, ou ama cobra, ou teme ameaça, ou deseja casa).

Aqueles que protestam contra essa flexibilidade demonstram que não compreenderam que a razão de ser da pontuação é o leitor. Não se trata, aqui, de voltar àquela antiga visão de pontuação subjetiva, submetida ao simples capricho de quem escreve; bem pelo contrário: a finalidade exclusiva dos sinais de pontuação é orientar o leitor no trabalho de decodificar as frases que escrevemos. Tudo que contribuir para isso será bem-vindo (e vice-versa).

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Mais uma do Pasquale

  08 Abril 2010


"É consensual que (as) poucas leis brasileiras..."


Tenho a impressão de que muita gente teve dificuldade para perceber que as duas afirmações são equivalentes


NA COLUNA DA SEMANA passada, ao analisar a(s) bendita(s) frase(s) que encerra(m) as peças publicitárias de medicamentos ("A/Ao/Se persistirem os sintomas, o médico..."), afirmei, em tom meio jocoso, que "não entendo bem por que "o médico" e não "um médico", mas isso é outra história".
Na segunda-feira, a professora Priscila Figueiredo, que trabalha comigo na TV Cultura, disse-me que lera a coluna e, também em tom meio jocoso, afirmou que o uso do artigo "o" em "o médico deverá ser consultado" lhe dá a impressão de volta aos velhos tempos, como se o médico fosse uma espécie de pajé, o único da tribo. Eu complementei o que ela disse com a informação de que em muitos países existe a figura do médico (do serviço público) de família, o que torna razoável o uso do artigo definido. Por aqui, parece melhor optar mesmo pelo indefinido ("um médico deverá ser...").
Pois bem. Revirando a memória, lembrei-me de uma questão do último vestibular do Ibmec-SP, que, de forma muito interessante, aborda a questão do emprego do artigo definido. O enunciado da questão era este: "Compare estes períodos: I - É consensual que as poucas leis brasileiras sobre crimes ambientais não funcionam. II - É consensual que poucas leis brasileiras sobre crimes ambientais não funcionam".

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A vírgula e os apostos

  20 Janeiro 2011
PASQUALE CIPRO NETO

Vírgula, para que te quero?


Só existe um governador do Estado do Rio de Janeiro; ex-governadores do Rio existem muitos e muitos

VAMOS VOLTAR A TROCAR algumas palavrinhas sobre o glorioso aposto, que, como vimos na semana passada, é palavra ou expressão que se apõe a um termo da frase para explicá-lo, defini-lo, restringi-lo etc. Como também vimos na última coluna, nem sempre o aposto vem entre vírgulas (e, é claro, nem tudo que vem entre vírgulas é aposto).

Posto isso, quero voltar ao aposto que não é separado por vírgula do termo a que se liga. Em casos como "O professor João disse..." ou "O rio Tietê nasce em...", os termos "João" e "Tietê", que nomeiam e restringem, respectivamente, "professor" e "rio", funcionam como aposto. A ausência de vírgula nos dois casos se deve justamente ao fato de que "João" e "Tietê" restringem os termos a que se ligam (há inúmeros professores e rios no universo). Talvez seja bom detalhar o que é restringir. Vejam-se estes exemplos: "O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o novo mínimo..."; "O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega disse que o novo mínimo...".

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Só Vírgula

  30 Maio 2011
Só Vírgula
Dica preciosa para você aprender a escrever melhor: insistimos no assunto pontuação (e principalmente vírgula) porque é nesse tópico que notamos a maior quantidade de erros hoje em dia. E uma vírgula, você já viu aqui no blog, pode mudar todo o sentido da sua frase!
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