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Este blog é dedicado aos amantes da língua portuguesa, àqueles que querem sempre aprender mais e aos que querem conhecer melhor nossa empresa. A valorização da língua portuguesa é nosso maior objetivo e nossa maior alegria! Esperamos que façam bom proveito das informações aqui postadas!

Vícios modernos de linguagem

Chega de errar!!

Muita gente (na verdade, quase todo mundo) aderiu à moda de falar de forma errada algumas expressões. Uma que virou febre é "a princípio", que vem sendo usada a torto e a direito sem que ninguém se esforce para acertar!

É um tal de "A princípio vamos jogar mesmo com chuva", "A princípio não irei à festa", "A princípio a empresa vai demitir alguns funcionários", e por aí vai.

Pois bem, de uma vez por todas: "a princípio" quer dizer "no começo", "inicialmente". Mude lá nas frases que demos de exemplo e veja como fica nada a ver! "No começo não irei à festa"? Quer dizer que a partir do meio da festa pode ser que você apareça? Ou na frase da empresa, quer dizer que ela vai certamente demitir alguns funcionários, mas só no comecinho!

Já deu pra ver que alguma coisa está errada, né? O certo, nesses casos, é "em princípio", expressão que significa... "em tese"! Ah, agora sim: "Em tese, não vou à festa", mas pode ser que acabe indo; "Em tese, a empresa vai demitir alguns funcionários", mas isso não é uma certeza.

Ficou claro agora? Então, a partir deste momento, troque o seu "a princípio" por "em princípio" (a não ser, é claro, que queira dizer "inicialmente": "A princípio a empresa estava em uma situação ruim, mas depois melhorou").

Entendido?

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Vícios modernos

  11 Julho 2011

Vícios - Parte 1


Vamos dar início a uma série de pequenos textos que vão alertá-los para vícios de linguagem que estão se tornando corriqueiros – e que pioram muito a qualidade do seu texto (e até do seu falar).

Esses vícios podem ser a diferença entre um emprego ou a perda dele, entre uma promoção ou não; quando sanados, podem significar um bom diferencial a seu favor.

O primeiro deles, e mais difundido é uma confusão entre advérbio e adjetivo. Todo mundo sabe o que é um e o que é outro, mas, dada a quantidade de gente que vem errando nessa parte tão básica, não custa nada relembrar (até para que se perceba esse erro com mais clareza).

Adjetivo é uma palavra que caracteriza um substantivo, atribuindo-lhe qualidades ou características.

Advérbios são palavras que modificam um verbo ou um adjetivo ou um outro advérbio. NUNCA MODIFICAM UM SUBSTANTIVO. É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal.

Visto isso, aonde queremos chegar? No infame vício hodierno de se trocar, indiscriminadamente, advérbio por adjetivo. Como isso se dá? Dizendo "O contrato terminará no prazo estipulado, independente de qualquer notificação".

O correto deveria ser independentemente, e não independente. Afinal, essa palavra está a indicar a circunstância em que o contrato terminará ou não (ela não se refere ao substantivo "contrato"; não é ele que é independente; a palavra aqui se refere à ação, que ocorrerá independentemente de A ou B). Ficou claro? 

Portanto, evitem-se construções como "Independente do que acontecer, estarei ao seu lado" ou "Vou à festa, independente do que ele disser". Está errado, e bem errado, gente!

Independente (adjetivo) se aplica a substantivos (pessoa independente, país independente, por exemplo), e só! Nos demais casos, usa-se independentemente (advérbio)!


Se você tem dúvidas, comente este post que lhe ajudaremos a saná-la!

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